sexta-feira, 29 de outubro de 2010




O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e a do PT, Dilma Rousseff, se cumprimentam em debate promovido pela Rede Globo nesta sexta-feira (29) (Foto: Alexandre Durão/G1)

Os candidatos responderam a perguntas formuladas por eleitores indecisos, que estavam na plateia. O instituto de pesquisas Ibope foi responsável pela seleção dos participantes, oriundos de diferentes estados do país.

A definição das perguntas seguiu a seguinte dinâmica: na véspera do debate, cada eleitor indeciso formulou cinco perguntas, individualmente e por escrito, sobre temas de interesse nacional definidos pela produção.

Os temas foram: saúde, educação, meio ambiente, políticas sociais, previdência, investimento em infraestrutura, política econômica, agricultura, saneamento, política externa, corrupção, transportes, desemprego, segurança, habitação, funcionalismo público, impostos, legislação trabalhista e energia.

De um total de 400 perguntas, foram selecionadas as 12 mais representativas de cada tema. As questões não serão específicas ou dirigidas a um dos dois candidatos.

O debate foi dividido em três blocos em que os dois candidatos responderam as perguntas dos indecisos. Um sorteio definiu que Serra responderia a primeira questão. A segunda pergunta foi respondida por Dilma e assim sucessivamente, fazendo com que ambos respondessem o mesmo número de questões.

Cada candidato teve 30 segundos para ler sua pergunta, com dois minutos para as respostas, mais dois para réplica e um para tréplica.
Ao fim do terceiro bloco, os candidatos tiveram dois minutos para fazer suas considerações finais.

Após o debate, os candidatos concederam à imprensa entrevista coletiva de cinco minutos. A ordem das entrevistas foi determinada por sorteio. José Serra foi o primeiro a falar com a imprensa, seguido por Dilma Rousseff.
Veja como foi o debate.

Primeiro bloco
Serra e Dilma responderam a pergunta de eleitora indecisa de São Paulo sobre políticas para o funcionalismo público.

A segunda questão, de um funcionário público de Porto Alegre, indeciso sobre em quem votar, foi sobre garantia de renda para o agricultor.

A terceira questão foi sobre impunidade à corrupção, elaborada por um eleitor indeciso de Brasília.

Uma eleitora indecisa de Fortaleza questionou os candidatos sobre segurança pública na quarta pergunta do primeiro bloco do debate.

Segundo bloco
Pergunta de eleitora indecisa do Rio de Janeiro sobre investimentos na área de saneamento básico abriu o segundo bloco.

Eleitora de Salvador, vendedora de literatura de cordel, questiona Dilma e Serra sobre investimentos na educação e em salários de professores.

Na terceira pergunta do bloco, advogado de Fortaleza indaga sobre o que os candidatos podem fazer para desonerar a folha de pagamento, em uma questão sobre legislação trabalhista.
Cabeleireira de Minas Gerais questiona candidatos sobre os problemas na área da saúde.
Terceiro bloco
Eleitor do Pará questiona candidatos sobre políticas de combate a queimadas e conservação ambiental, na primeira pergunta do terceiro e último bloco do debate.

Contador de São Paulo pergunta sobre a duração de programas sociais. Os dois respondem usando o programa Bolsa Família como referência.

Vendedor de carros de Curitiba questiona os dois candidatos sobre o tamanho da carga tributária em relação à qualidade dos serviços públicos prestados.

Pequeno empresário de Recife pergunta sobre os planos do tucano e da petista para garantir a aposentadoria de quem está na informalidade.
Após o fim da rodada de perguntas dos eleitores, Dilma e Serra fazem suas considerações finais.

Dilma é a primeira. A petista agradece pela oportunidade de apresentar suas propostas e a todos os que a apoiaram ao longo da campanha. Dilma pede voto aos eleitores que assistiram ao debate.
Em seguida, Serra faz suas considerações. O tucano agradece à audiência e aos eleitores indecisos que participaram do debate com suas perguntas. Serra faz uma relato de sua biografia e também pede voto ao eleitor.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

'Tropa de Elite 2' já é o filme mais visto da Retomada

Em sua terceira semana em cartaz, "Tropa de Elite 2",
 de José Padilha, tornou-se o filme nacional mais visto desde a
 Retomada - iniciada em 1994 com "Carlota
Joaquina", de Carla Camurati

São Paulo, 28 de Outubro de 2010

AE

Wagner Moura, ao lado do ator Emílio Orciollo Netto, em Tropa de Elite 2
Wagner Moura, ao lado do ator Emílio Orciollo Netto, em Tropa de Elite 2 (Foto: divulgação)
Os 6,2 milhões de espectadores (dados da Rentrak EDI) superaram em 100 mil os que assistiram "Se Eu Fosse Você 2". No seu primeiro fim de semana, "Tropa 2" foi visto por cerca de 1,25 milhão de pessoas, ultrapassando "Chico Xavier" (585 mil) como o filme nacional mais visto em seus primeiros três dias de exibição. Assumiu ainda a quarta colocação entre todos os longas exibidos no País e derrubou "Eclipse", que, até sexta, tinha a melhor abertura de 2010 (1,185 milhão espectadores).

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mega Sena da Virada: apostas começam 2ª feira


Categoria: Loterias
As apostas para a Mega Sena da Virada, de 2010 para 2011, podem ser feitas a partir de segunda-feira, 1º. Elas custam no mínimo R$ 2 e podem ser feitas em qualquer uma das mais 10 mil lotéricas de todo o País. A estimativa da Caixa Econômica Federal (CEF) é de que o prêmio pode chegar a R$ 150 milhões.
As apostas na Mega da Virada ficarão abertas até as 14 horas de Brasília do dia 31 de dezembro. Apesar de as lotéricas começarem a registrar apostas para o sorteio da Mega da Virada no dia 1º de novembro, os sorteios regulares da Mega Sena continuam a ser realizados normalmente.
O concurso, o último do ano, será sorteado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na noite de 31 de dezembro deste ano. O maior valor já pago pela Mega Sena foi de R$ 144,9 milhões, no concurso especial da virada, de 2009 para 2010. Duas pessoas acertaram.
(Julia Baptista)
Texto atualizado às 18h39

SAÚDE E BEM-ESTAR

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo / Fabio Faucz diz que indivíduos em tratamento devem fazer exames rotineiros com mais frequência


PESQUISA

Remédio para impotência favorece câncer de próstata

Estudo desenvolvido por professor da PUCPR aponta diminuição da função de um gene que controla produção de enzima do processo de divisão celular
Publicado em 25/10/2010 | ISADORA RUPP
Pesquisa inédita desenvolvida pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em parceria com o Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, Hospital A.C. Camargo de São Paulo e Institut Cochin, da França, relaciona o uso de medicamentos para impotência sexual com a chance de desenvolver câncer de próstata. Desenvolvida pelo biólogo e professor de genética Fabio Rueda Faucz, em seu pós-doutorado, a pesquisa mostra que homens com câncer de próstata apresentam diminuição da função de um gene (o PDE 11 A), e que o mesmo acontece em homens que utilizam medicamentos para impotência, o que pode sugerir a relação entre a doença e os remédios.
A diminuição da função gera redução na produção da enzima fosfodiesterase, ligada ao controle da divisão celular acelerada, que pode levar ao câncer. Essa enzima, segundo o pesquisador, tem a função de “sequestrar” as moléculas de AMPc (adenosina monofosfato cíclico) e GMPc (guanosina monofosfato cíclico). Em grande quantidade, as duas moléculas ativam o processo de divisão celular, podendo levar ao desenvolvimento de um tumor. Por isso a fosfodiesterase é importante, pois evita a produção da AMPc e GMPc. “A função é retirar o excesso de ‘combustível’, evitando assim a divisão descontrolada, que gera uma predisposição maior para a doença”, diz Faucz. Nos estudos, 30% dos 50 pacientes do Hospital AC. Camargo que tem o tumor na próstata tiveram alteração no gene PDE 11A.
No trabalho, o pesquisador mostra que os remédios para impotência também podem se relacionar com a alteração, principalmente os de uso prolongado. As substâncias atuam sobre outro gene, o PDE 5A, que ocasiona um relaxamento peniano e maior fluxo sanguíneo, resolvendo o problema da impotência. No entanto, a atuação no gene 5A causa influência indireta no 11A, gerando maior divisão celular. “O medicamento mimetiza o que encontrei na pesquisa. Se o medicamento diminui a função da enzima, e esta se relaciona com a doença, podemos fazer a relação com câncer de próstata. Mas meu trabalho mostra apenas um indício. Outros estudos devem ser feitos para detectar se há interferência direta”, enfatiza. A pesquisa foi publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, principal publicação mundial da especialidade.
Fabio Faucz salienta que o estudo não significa que quem toma remédios para impotência terá câncer de próstata, mas que esses pacientes devem fazer acompanhamento médico mais rigoroso. “Longe de dizer que a relação é direta. É um alerta para que indivíduos que estejam em tratamento façam exames rotineiros com mais frequência”. Hoje, os exames de toque retal e o PSA (que mostra a elevação nos níveis de antígeno prostático específico, substância produzida pela próstata, em exame de sangue) são os principais para detectar o problema. “Porém fazer um não exclui outro. Realizar apenas o PSA tem chance de detecção de 75%, enquanto, quando os dois são feitos, o porcentual vai para 93%”, diz o oncologista do Hospital Erasto Gaertner, Luiz Antônio Negrão Dias.
Casos
No país, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A estimativa é de que 2010 registre 52.350 casos. Em 2008, 11.955 homens morreram por conta da doença e, entre 2000 e 2008, o número de casos cresceu 234%, passando de 14.830 para 49.530. Ainda segundo o Inca, a taxa de incidência do tumor é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. “É um típico câncer urbano, o estilo de vida das grandes cidades é o principal fator de risco, por causa do estresse, vida sedentária, padrão de dieta e uso abusivo de hormônios. Casos na família também são um fator de alerta”, diz o oncologista.
Expectativa de vida maior no Brasil é outro fator que contribui para o aumento, segundo o oncologista do Hospital Santa Cruz Rodrigo Rigo. “Isso acaba abrindo portas para uma sequência aumentada de casos. A maior procura por recursos de diagnóstico e a gama ampla de exames laboratoriais também ajuda a detectar casos que antes passavam despercebidos”.
    Fabio Faucz diz que indivíduos em tratamento devem fazer exames rotineiros com mais frequência

SAUDE

 Marcelo Elias/Gazeta do Povo




Oresten passou a tomar cuidados depois que a pressão baixou durante uma corrida sem reidratação
HIPOTENSÃO

Água é o “remédio” quando a pressão cai

Episódios decorrem de situações como calor excessivo e desidratação. Riscos não são iguais aos da hipertensão, mas exigem cuidados
Publicado em 18/10/2010 | ISADORA RAQUEL RUPP
Tontura, visão turva, dor de cabeça, sudorese fria, sonolência, fraqueza e até desmaio são alguns sintomas da hipotensão, a popular “pressão baixa”. Ao contrário da hi pertensão, que pode levar a consequências sérias como o infarto, raramente as pessoas com pressão menor do que 12 por 8 têm alguma doença séria associada. Em geral, os episódios estão ligados a fatores ambientais, como calor excessivo ou falta de hidratação. “A temperatura alta causa uma dilatação dos vasos sanguíneos, o que faz os ní veis de pressão caírem”, explica o car diologista clínico da Santa Casa de Curitiba, Francisco Maia da Silva.
É nessas situações que o engenheiro mecânico Luís Fernando Oresten, cuja pressão costuma estar na casa dos 10 por 8, precisa tomar cuidado. “Uma vez fui correr e estava muito quente. Acabei não bebendo água e cheguei em casa passando mal, com muita tontura. Agora procuro não me descuidar”. A hidratação, a propósito, é a principal atitude a ser tomada para manter normais os níveis de pressão. “O que resolve nos casos de queda súbita de pressão é tomar muita água”, orienta a clínica-geral do Hospital Nossa Senhora do Pilar, Mirella Analía Perez Massolo.
O que fazer
Veja como proceder em casos de queda súbita de pressão:
- Deite ou sente a pessoa, para evitar que ela desmaie. Procure deixar a cabeça em um nível mais baixo, para aumentar a circulação do sangue.
- Beba bastante líquido. Além da água, bebidas isotônicas, por conter sódio e eletrólitos, também são indicadas, pois repõem a hidratação.
- No momento em que estiver com a pressão baixa, aumente o consumo de sal.
- Evite calor excessivo. Banhos muito quentes também podem diminuir a pressão.
- Evite mudanças de postura bruscas.
- Pratique exercícios físicos regularmente, que ajudam a deixar a pressão controlada.
Sintoma pode ser comum na alta e na baixa
Apesar de ter sensações diferentes, uma pessoa com pressão baixa também pode sofrer uma elevação dos níveis. Por isso, é ideal checar o índice da pressão arterial antes de tomar uma atitude. A dor de cabeça e a tontura, por exemplo, costumam ser comuns nos dois casos. Por outro lado, a sudorese fria acontece só com a diminuição, enquanto o formigamento em alguma parte do corpo está diretamente ligado ao aumento. “Pessoas com pressão ideal, 12 por 8, ou mais baixa, têm sintomas mais agudos e ficam piores do que quem já tem a pressão mais elevada”, diz o cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Marcos Knobel.
De acordo com a cardiologista do Prolab Centro Diagnóstico Cardiológico de Curitiba, Ana Camarozano, indivíduos que tiveram uma pressão média de 10 por 7 durante boa parte da vida podem ficar hipertensos, mesmo que a pressão não chegue aos níveis considerados como hipertensão (acima de 14). “Se ele passa a ter pressão maior do que 13, mesmo sendo um nível limítrofe para outras pessoas, pode ser um indicativo.”
O paciente hipertenso, ao contrário do hipotenso, costuma apresentar sintomas como dores no peito, falta de ar e bastante ansiedade. “São situações mais sérias, que levam a pessoa a procurar ajuda rapidamente. Mas existem casos de derrame ou enfarte em hipertensos que não apresentam nenhum sintoma”, explica o cardiologista clínico da Santa Casa de Curitiba, Francisco Maia da Silva.
De acordo com o cardiologista da Santa Casa, o biotipo da pessoa também tem relação com a pressão arterial. “Pessoas de baixa estatura e magras geralmente têm a pressão menor. Pacientes com pressão 9 por 5 convivem sem nenhum sintoma ou patologia”, explica. Mudança de altitude é outro fator que diminui os níveis de pressão. “O fato de uma pessoa estar em uma cidade e ir para o nível do mar já pode levar à diminuição dos níveis”, esclarece o cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Marcos Knobel.
Doenças como embolia pulmonar, choque séptico e insuficiência cardíaca podem ter como reflexo a pressão baixa, mas nunca isoladamente. A insuficiência, por exemplo, sempre leva à falta de ar e muito cansaço. “A baixa pressão arterial, nesses casos, é consequência da doença aguda e não um sintoma”, esclarece Mirella. Segundo a médica, existem ainda pessoas com a chamada hipotensão ortostática (a pressão diminuiu rapidamente com mudanças bruscas de posição). “Alguns pacientes se machucam e desmaiam. Nesses casos, é feita uma investigação maior e a orientação é nunca levantar-se rapidamente.”
A queda de pressão arterial não deve ser confundida com a diminuição dos níveis de glicose no sangue, que acontece quando se fica um longo período em jejum. “A baixa da glicose pode levar a diminuição da pressão, mas não é uma re gra. É muito variável e depende do organismo da pessoa”, salienta Knobel.
Cuidados
Quem tem pressão baixa ou teve uma queda súbita deve aumentar a ingestão de líquidos, como água e bebidas isotônicas, não mudar de postura bruscamente e evitar calor excessivo. A ingestão de sal nesse momento também pode ser aumentada. Atividade física ajuda a deixar a pressão controlada. “O exercício tonifica os vasos e a musculatura, gerando uma resistência maior a ter uma queda súbita”, frisa o cardiologista Marcos Knobel. Nunca se deve fazer uso de medicamentos para aumentar a pressão sem orientação médica.
O cardiologista Francisco Maia da Silva ressalta, ainda, que não há necessidade de manter um aparelho para medição de pressão em casa. “Tem pessoa que fica escrava. Meça a pressão quando houver necessidade e procure avaliação médica caso os episódios sejam muito frequentes.”

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